quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Doce Floco

Essa é uma história, não sei se triste ou é feliz, mas é a história do floco de
açúcar que caiu em um pote de pimenta ( ou em um saleiro, ou em suco
de limão? Sei lá.. mas foi em um mundo, azedo, amargo, feio. Diferente do
seu).

Ele era um floco doce, bem docinho, adorava chegar perto de quem
estava de cara feia e açucarar um pouco essa vida.

Gastava seu dia dessa forma, levando doçura onde quer que fosse, sentia-
se feliz assim, e não pedia nada em troca, ficava feliz apenas em ter
sentimentos doces por perto.

Era um floco puro. E por isso se arriscava. O que era mais amargo, sempre
precisava mais de doce.

Assim, um dia , ele se aproximou de um café...expresso, forte, encorpado.

Achou aquele café tão sisudo, notou que ele precisava de amor, eles
foram se aproximando, o açúcar se ofereceu inteiro, quis amar aquele
café como ele nunca fora, quis dar o seu melhor a ele.

E o café se aproveitando, se adoçando. Mas não amando, não se
envolveu, não se importou, e na primeira oportunidade... zupt, fez o floco
escorregar para dentro de seu liquido fervente, escuro, amargo.

Tão logo caiu, se dissolveu. Seu doce em segundos misturou-se ao
amargo, sobre o qual prevaleceu.

Mas era tarde demais, ela já tinha ido...

Para sempre o café se aproveitou de sua doçura.

Mas privou muitos outros sabores de compartilharem desse prazer.

Por egoísmo, puro e amargo.

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